2 Reis 16:1-20, 2 Reis 17:1-41 OL

2 Reis 16:1-20

Acaz, rei de Judá

(2 Cr 28.1-27)

O novo rei de Judá foi Acaz. O seu pai foi o rei Jotão. Começou a reinar aos 20 anos. O seu reinado durou 16 anos, com a capital em Jerusalém. Em Israel nessa altura reinava Peca, filho de Remalias, que foi rei durante 17 anos. Ao contrário do seu antepassado David, Acaz não fez o que era reto aos olhos do Senhor, seu Deus. Foi tão mau como os reis de Israel. Chegou ao ponto de oferecer em sacrifício aos deuses o seu próprio filho, segundo o costume pagão das nações vizinhas de Judá; nações que o Senhor expulsara quando levou o seu povo Israel para a terra que lhe prometera. Fez sacrifícios e queimou incenso nos santuários pagãos sobre as colinas, e debaixo de cada árvore verde.

O rei Rezim de Aram e o rei Peca de Israel, filho de Remalias, declararam guerra a Acaz e puseram cerco a Jerusalém, mas não puderam conquistá-la. Contudo, por essa ocasião, o rei de Aram, Rezim, conseguiu recuperar a cidade de Elate, depois de ter expulsado os judeus que ali viviam. Os edomitas regressaram a Elate, onde ficaram até ao dia de hoje.

Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: “Eu sou teu servo e teu filho! Rogo-te que venhas livrar-me dos reis de Aram e de Israel, que estão a atacar-me.” Ao mesmo tempo, pegou na prata e no ouro do templo e dos cofres reais e mandou-o como presente ao rei da Assíria. Desta forma, o rei da Assíria atacou Damasco, a capital de Aram, levou cativa a população, reinstalando-a em Quir, e matou Rezim, o rei de Aram.

Acaz foi até Damasco para se encontrar com Tiglate-Pileser. Enquanto ali se encontrava, reparou num altar invulgar, num templo pagão. Logo fez um desenho com as medidas exatas e enviou-o a Urias, o sacerdote, acompanhado de uma descrição detalhada. Urias mandou construir um altar igual, segundo a descrição feita, e aprontou-o de forma que, quando o rei regressou de Damasco, pôde inaugurá-lo, oferecendo ali um sacrifício. O rei apresentou nele um holocausto e uma oferta de cereais, derramou sobre ele uma oferta de bebida e aspergiu-o com o sangue das ofertas de paz. Depois mandou remover o antigo altar de bronze de diante do templo, que tinha ficado entre a entrada do templo e o novo altar, mandando colocá-lo a norte deste último.

Deu também instruções ao sacerdote Urias para usar o novo altar nos sacrifícios de holocaustos e de ofertas de cereais, assim como nas ofertas do povo, incluindo as ofertas de vinho. O sangue dos holocaustos e dos sacrifícios deveria ser igualmente aspergido sobre o novo altar. Desta forma, o antigo altar passaria a ser usado unicamente para inquirir de Deus daquilo que respeitava ao futuro. “O antigo altar”, disse ele, “será apenas para meu uso pessoal.”

O sacerdote Urias obedeceu às instruções dadas pelo rei Acaz. Depois disso, o soberano mandou desmantelar as rodas das bases das bacias do templo, fez remover os suportes e os recipientes que estavam sobre eles, tal como o grande tanque que se apoiava sobre o dorso dos bois em bronze, colocando-o sobre o pavimento. Por causa do rei da Assíria mandou também remover a passagem festiva que tinha sido construída entre a casa real e o templo.

O resto dos acontecimentos do reinado de Acaz está relatado no Livro das Crónicas dos Reis de Judá. Quando Acaz morreu, foi enterrado no cemitério real, no sector de Jerusalém chamado Cidade de David. O seu filho Ezequias reinou em seu lugar.

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2 Reis 17:1-41

Oseias, último rei de Israel

O novo rei de Israel foi Oseias. O seu pai foi Elá. O seu reinado durou 9 anos em Samaria. Fez o que era mau aos olhos do Senhor, mas não tanto como os reis de Israel que o antecederam. Em Judá, nessa altura, o rei Acaz estava no trono havia 12 anos.

Salmaneser, rei da Assíria, atacou e derrotou o rei Oseias, obrigando Israel a pagar pesados impostos anuais à Assíria. Oseias conspirou contra o rei assírio, pedindo auxílio ao rei Sô, do Egito, para atingir o seu fim. No entanto, esta conjura foi descoberta. Ao mesmo tempo, Oseias deixou de pagar as taxas anuais de tributo à Assíria. Por isso, o soberano assírio o colocou-o na prisão, encarcerando-o por causa dessa rebelião.

A terra de Israel estava cheia de tropas assírias que cercaram Samaria, a capital de Israel, durante três anos. Finalmente, no nono ano do reinado de Oseias, Samaria foi conquistada e o povo de Israel exilado para a Assíria. Foram instalados em colónias na cidade de Hala e ao longo das margens do rio Habor em Gozã, e nas cidades dos medos.

Israel exilado por causa de pecado

Este desastre caiu sobre a nação de Israel, porque o povo prestava culto a outros deuses, pecando contra o Senhor, seu Deus, que os tinha libertado da opressão do Faraó, rei do Egito. Seguiram os maus costumes das nações que o Senhor tinha expulsado da sua frente, assim como as práticas que os reis de Israel tinham introduzido. O povo de Israel fez ainda secretamente muitas outras coisas erradas, contra o Senhor, seu Deus; construíram também santuários pagãos sobre as colinas, dedicados a outros deuses, em toda a terra. Colocaram obeliscos e imagens de postes ídolos de Achera no cimo de todas as colinas e sob a copa das árvores verdes. Queimaram incenso aos deuses das outras nações que o Senhor lançara fora daquela terra, quando Israel ali se instalara. O povo fez muitas coisas más que provocaram a ira do Senhor. Praticaram cultos idólatras, a despeito dos avisos repetidos e específicos do Senhor. Constantemente o Senhor enviou profetas e videntes para avisar, tanto Israel como Judá, de que deviam converter-se dos seus maus caminhos; incitou-os a obedecerem aos seus mandamentos que tinham sido dados aos antepassados através desses profetas.

Contudo, Israel não lhe quis prestar ouvidos. O povo era duro de coração, tal como seus pais, que também recusaram crer no Senhor, seu Deus. Rejeitaram os seus preceitos, não cumpriram a aliança que fizera com os seus pais e desprezaram todas as suas advertências. Na sua loucura puseram-se a prestar adoração aos ídolos dos povos pagãos, apesar dos avisos do Senhor.

Desprezaram todos os mandamentos do Senhor, seu Deus, e fizeram dois bezerros com ouro derretido. Fabricaram imagens de postes ídolos de Achera; adoraram Baal, o Sol, a Lua e as estrelas. Até queimaram os seus próprios filhos e filhas, matando-os sobre os altares do deus Moloque; consultaram bruxas, praticaram o ocultismo e venderam-se ao pecado.

Por isso, o Senhor muito se irou contra eles. Varreu-os da sua presença de tal forma que apenas ficou a tribo de Judá na terra. Judá também recusou obedecer aos mandamentos do Senhor, seu Deus; também se meteram nos mesmos maus caminhos de Israel. Foi por essa razão que o Senhor rejeitou todos os descendentes de Israel. Castigou-os, entregando-os aos seus adversários, até que foram totalmente destruídos.

Porque Israel se separou do reino de David e escolheu como rei Jeroboão I, filho de Nebate. Este rei levou Israel para longe dos caminhos do Senhor. Fê-los pecar com gravidade. O povo de Israel nunca mais parou de pecar, depois de Jeroboão os ter levado para o mal. Até que finalmente o Senhor os afastou para longe da sua presença, tal como os seus profetas tinham avisado que haveria de acontecer. Eis a razão por que Israel foi transportado para a Assíria onde permanece até ao dia de hoje.

Samaria é colonizada

O rei da Assíria levou contingentes de colonos, vindos da Babilónia, Cuta, Ava, Hamate e Sefarvaim, a estabelecerem-se nas cidades de Samaria, substituindo o povo de Israel. Dessa forma, os assírios ocuparam a Samaria e as outras povoações de Israel. Como esses povos não temeram o Senhor, quando ali chegaram, Deus enviou-lhes leões que mataram uns quantos entre eles. Então mandaram uma mensagem ao seu rei na Assíria: “Nós, colonos aqui em Israel, não conhecemos as leis do Deus da terra; por isso, mandou leões que nos destroem, visto que não lhe prestamos culto.”

O rei da Assíria decretou, em razão disso, que um dos sacerdotes exilados de Samaria voltasse para Israel e ensinasse aos novos residentes as leis do Deus da terra. Um deles regressou a Betel e ensinou aqueles colonos da Babilónia a temer o Senhor.

No entanto, esses estrangeiros continuavam a adorar os seus próprios deuses. Colocaram as suas imagens em santuários pagãos nas proximidades das povoações. Aqueles que eram originários da Babilónia adoravam os ídolos do seu deus Sucote-Benote; os que vinham de Cuta, prestavam culto ao deus Nergal; e a gente vinda de Hamate adorava Asima. Os deuses Nibaz e Tartaque eram adorados pelos aveus, e o povo de Sefarvaim chegava a queimar os seus próprios filhos sobre os altares dos seus deuses Adrameleque e Anameleque. Simultaneamente adoravam o Senhor e designaram alguns, entre eles, para serem sacerdotes que oferecessem sacrifícios a favor deles, nos santuários pagãos. Adoravam o Senhor, mas continuavam a seguir os costumes religiosos das nações donde vinham.

Isto acontece ainda hoje; seguem as suas antigas práticas religiosas, em vez de adorarem verdadeiramente o Senhor e obedecerem às leis que deu aos descendentes de Jacob, cujo nome mudou mais tarde para Israel. Porque o Senhor fizera uma aliança com eles, que nunca deveriam prestar culto ou fazer sacrifícios a qualquer deus pagão. Tinham de temer somente o Senhor que os tirara da terra do Egito com espantosos milagres e tão grande manifestação do seu forte braço. Os descendentes de Jacob deveriam obedecer a toda a Lei de Deus e nunca mais adorar outros deuses. Pois Deus dissera: “Não deverão esquecer nunca a aliança que fiz convosco; nunca adorarão outros deuses. Devem adorar apenas o Senhor, vosso Deus. Só ele vos salvará dos vossos inimigos.”

Israel recusou-se a aceitá-lo e o povo prosseguiu na adoração dos ídolos. Estes colonos da Babilónia adoravam o Senhor, é certo, mas adoravam igualmente os seus ídolos. Até hoje, os seus descendentes fazem o mesmo.

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