Gênesis 2:18-25

Deus achou que não era bom que o homem vivesse sozinho, e decidiu arranjar­lhe uma companheira que vivesse com ele. O Senhor modelou, também com a terra, toda a espécie de animais e de aves, e trouxe­os ao homem para ver como é que os chamaria. E pelo nome que lhes deu, assim ficaram a ser chamados. Contudo para si próprio o homem não encontrou uma companheira que lhe conviesse. Então o Senhor Deus fez o homem cair num profundo sono, tomou­lhe um dos lados e tornou a fechar a carne nesse lugar. Dessa costela fez uma mulher e trouxe­a ao homem.

“Esta sim!”, exclamou Adão.
    “Esta é parte dos meus ossos e da minha carne.
O seu nome será mulher.
    Foi tirada do homem!”

Isto explica a razão pela qual um homem deixa o seu pai e a sua mãe e se junta à sua mulher, de tal forma que os dois se tornam um só.

Ora acontecia que ambos, o homem e a mulher, estavam nus — não tinham roupas; mas nenhum deles se sentia envergonhado com isso.

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Gênesis 3

A queda do homem

A serpente era a mais ardilosa de todas as criaturas que o Senhor Deus tinha feito. Então aproximou­se e disse à mulher: “É verdade que Deus disse que não deviam comer de nenhuma das árvores do jardim?”

“Não. Nós podemos comer a fruta de todas as árvores do jardim. Só da árvore que está no meio é que não devemos comer. Dessa é que Deus disse que não devíamos comer e nem sequer tocar­lhe, senão morreríamos.”

“Não morrem nada!”, retorquiu­lhe a serpente. “Deus sabe muito bem que no mesmo instante em que comerem esse fruto os vossos olhos se hão­de abrir, e serão capazes de distinguir o bem do mal!”

A mulher convenceu­se. Reparando na beleza daquela fruta, fresca e apetecível, que ainda por cima lhe daria entendimento, chegou­se e começou a comê­la. Depois ofereceu ao marido que também comeu. Enquanto comiam, começaram a dar­se conta de que estavam nús, e não se sentiam à vontade. Foram então arrancar folhas de figueira que coseram para se cobrirem à volta da cintura.

Ao cair a tarde daquele dia ouviram o Senhor Deus a passar através do jardim. Então esconderam­se por entre o arvoredo. O Senhor Deus chamou por Adão: “Onde estás?”

“Ouvi­te a passar pelo jardim”, respondeu Adão, “e não quis que me visses nu. Então escondi­me.”

“Mas quem te mostrou que estavas nu? Comeste do fruto daquela árvore sobre a qual te avisei?”

“Sim”, admitiu Adão. “Mas foi a mulher que me deste por companheira que me trouxe um pedaço para provar, e eu comi.”

O Senhor Deus perguntou à mulher: “Porque é que fizeste isso?”

“Foi a serpente que me enganou.”

O Senhor Deus dirigiu­se pois à serpente:

“Este é o teu castigo: de entre todos os animais, serás o único que é amaldiçoado. Terás de rastejar no pó da terra e comê­lo toda a tua vida.

De agora em diante tu e a mulher serão inimigas, assim como os des­cendentes de ambas. O descendente da mulher te esmagará a cabeça, en­quanto que tu lhe ferirás o calcanhar.”

E à mulher disse:

“Terás de ter filhos com custo e dor. Desejarás muito a afeição do teu marido, e este terá predomínio sobre ti.”

E para Adão:

“Porque deste ouvidos à tua mulher e comeste o fruto de que te avisei que não tocasses, o solo da terra será maldito por tua causa. Terás de lutar a vida inteira para tirares da terra a tua subsistência. Dar­te­á muitos espi­nhos e cardos, mas tu comerás das suas verduras. Terás de suar muito durante a vida toda para teres o sustento, até que morras e voltes para a terra, donde aliás foste tirado. Porque fundamentalmente és terra e para a terra voltarás.”

Portanto Eva foi o nome que Adão chamou à sua mulher, “porque”, disse ele, “se tornará a mãe de toda a humanidade”. O Senhor Deus vestiu Adão e Eva com peles de animais.

E disse então o Senhor: “Agora que o homem adquiriu a mesma capacidade que nós, de conhecer o bem e o mal, é preciso que não venha a tomar também o fruto da árvore da vida e viva eternamente”. Por isso o baniu do jardim do Éden, e o mandou cultivar a terra, a própria terra donde tinha sido tirado. E depois de o ter tirado dali, pôs querubins a oriente do jardim, os quais com uma espada chamejante guardavam o caminho de acesso à árvore da vida.

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Gênesis 4:1-16

Caim e Abel

Então Adão juntou­se à sua mulher; ela concebeu e teve um filho, a que chamou Caim porque disse: “Com a ajuda de Deus alcancei um homem!” Depois teve outro filho, Abel.

Abel tornou­se pastor de gado, enquanto que Caim trabalhava na terra. Quando chegou o tempo da colheita Caim trouxe ao Senhor uma oferta feita de produtos da terra. Abel fez o mesmo, mas com o melhor do seu gado. E o Senhor agradou­se de Abel e da sua oferta, mas não de Caim nem da sua oferta. Este, em consequência, ficou muito decepcionado e irritado. O seu aspecto alterou­se, com a zanga que tinha. “Porque é que estás furioso?”, perguntou­lhe o Senhor. “Porque estás assim alterado? Se fizeres o que deves, serás bem aceite e serás feliz. Mas se agires mal e não obedeceres, toma atenção, porque o pecado está à espera para poder atacar­te, e o seu desejo é destruir­te. Mas está na tua mão o poder dominá­lo.”

Um dia Caim veio ter com o irmão e sugeriu­lhe que fossem andar pelos campos. Quando iam juntos Caim atacou­o e matou­o.

O Senhor perguntou­lhe: “Onde é que está o teu irmão?”

“Não sei”, respondeu Caim. “Será que sou o guarda dele?”

Deus insistiu: “Que foi que lhe fizeste? Porque o sangue do teu irmão clama por mim, desde a terra em que foi derramado! Por isso agora viverás como um banido nessa terra manchada pelo sangue dele. Quando a cultivares, não te dará mais o fruto resultante do teu esforço. Daqui em diante andarás sempre errante e fugido.”

Caim replicou: “É um castigo demasiado pesado para o suportar. Se me expulsas desta terra que tenho cultivado, fazes de mim um fugitivo e um vaga­bundo. E qualquer que me encontrar há­de querer matar­me!”

“Não”, respondeu­lhe o Senhor. “Não te matarão. Porque quem o fizesse havia de ser castigado sete vezes mais do que tu.” E pôs em Caim um sinal identificador, para o impedir de ser morto por quem o encontrasse. Assim Caim se afastou da presença do Senhor, indo estabelecer­se na terra de Node, a oriente do Éden.

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