Atos 28:1-17

Na ilha de Malta

Em breve soubemos que estávamos na ilha de Malta. O povo da ilha tratou­nos com muita bondade, acendendo uma fogueira na praia para nos dar as boas­vindas e nos aquecer da chuva e do frio.

Estava Paulo a apanhar um braçado de gravetos para pôr no fogo quando se lhe agarrou à mão uma cobra venenosa que fugia do calor. O povo da ilha, ao ver a cobra assim pendurada, disse entre si: “É assassino, não há dúvida! Escapou ao mar, mas o destino não o deixa viver!” Paulo, porém, sacudiu a cobra para dentro do lume e não lhe aconteceu nada. As pessoas esperavam que ele começasse a inchar ou caísse vitimado por morte repentina; mas quando, depois de esperarem muito tempo, viram que nada lhe sucedia, mudaram de opinião e convenceram­se de que era um deus.

Perto da praia onde desembarcámos havia uma herdade que pertencia a Públio, governador da ilha. Este homem acolheu­nos com muita bondade e sustentou­nos durante três dias. Ora, sucedia que o pai de Públio estava doente, com febre e disenteria. Paulo entrou na casa, orou pelo enfermo, colocou as mãos sobre ele e curou­o! Todos os outros doentes que haviam na ilha procuraram Paulo e foram curados. Como resultado, recebemos muitas atenções, e chegada a altura de nos retirarmos, puseram­nos a bordo tudo aquilo de que precisávamos para a viagem.

Paulo em Roma

Tinham­se já passado três meses depois do naufrágio quando nos fizemos de novo ao mar, desta vez num barco chamado Os Gémeos, de Alexandria, que invernara na ilha. O nosso primeiro porto de paragem foi Siracusa, onde ficámos três dias. Dali, navegámos ao longo da costa até Régio; no dia seguinte começou a soprar o vento do sul, de forma que chegámos a Putéoli no dia imediato. Ali encontrámos alguns crentes, que nos pediram que ficássemos com eles durante os próximos sete dias. Seguidamente, retomámos a viagem até Roma.

Os crentes em Roma tinham sabido da nossa próxima chegada e vieram ter connosco à Praça de Ápio, enquanto que os outros se nos juntavam nas Três Tabernas. Ao vê­los, Paulo deu graças a Deus e sentiu­se muito animado.

Quando chegámos a Roma, Paulo teve autorização para viver onde quisesse, mas sempre guardado por um soldado. Três dias depois da sua chegada, reuniu os chefes locais dos judeus e disse­lhes: “Irmãos, fui preso em Jerusalém e entregue às autoridades romanas, embora não tenha feito mal a ninguém nem ofendido os costumes dos nossos antepassados.

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