Nova Versão Internacional

Marcos 1:1-45

João Batista Prepara o Caminho

(Mt 3.1-12; Lc 3.1-18)

1Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus1.1 Alguns manuscritos não trazem o Filho de Deus..

2Conforme está escrito no profeta Isaías:

“Enviarei à tua frente o meu mensageiro;

ele preparará o teu caminho”1.2 Ml 3.1

3“voz do que clama no deserto:

‘Preparem1.3 Ou que clama: ‘No deserto preparem o caminho para o Senhor,

façam veredas retas para ele’ ”1.2,3 Is 40.3.

4Assim surgiu João, batizando no deserto e pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados. 5A ele vinha toda a região da Judeia e todo o povo de Jerusalém. Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão. 6João vestia roupas feitas de pelos de camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre. 7E esta era a sua mensagem: “Depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de curvar-me e desamarrar as correias das suas sandálias. 8Eu os batizo com1.8 Ou em água, mas ele os batizará com o Espírito Santo”.

O Batismo e a Tentação de Jesus

(Mt 3.13–4.11; Lc 3.21,22; 4.1-13)

9Naquela ocasião, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão. 10Assim que saiu da água, Jesus viu o céu se abrindo e o Espírito descendo como pomba sobre ele. 11Então veio dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho amado; de ti me agrado”.

12Logo após, o Espírito o impeliu para o deserto. 13Ali esteve quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Estava com os animais selvagens, e os anjos o serviam.

Jesus Chama os Primeiros Discípulos

(Mt 4.12-22; Lc 4.14,15; 5.1-11; Jo 1.35-42)

14Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galileia, proclamando as boas-novas de Deus. 15“O tempo é chegado”, dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas-novas!”

16Andando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores. 17E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”. 18No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram.

19Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes. 20Logo os chamou, e eles o seguiram, deixando seu pai, Zebedeu, com os empregados no barco.

Jesus Expulsa um Espírito Imundo

(Lc 4.31-37)

21Eles foram para Cafarnaum e, logo que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei. 23Justo naquele momento, na sinagoga, um homem possesso de um espírito imundo gritou: 24“O que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus!”

25“Cale-se e saia dele!”, repreendeu-o Jesus. 26O espírito imundo sacudiu o homem violentamente e saiu dele gritando.

27Todos ficaram tão admirados que perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um novo ensino—e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens, e eles lhe obedecem!” 28As notícias a seu respeito se espalharam rapidamente por toda a região da Galileia.

O Poder de Jesus sobre os Demônios e as Doenças

(Mt 8.14-17; Lc 4.38-41)

29Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João à casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e falaram a respeito dela a Jesus. 31Então ele se aproximou dela, tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela começou a servi-los.

32Ao anoitecer, depois do pôr do sol, o povo levou a Jesus todos os doentes e os endemoninhados. 33Toda a cidade se reuniu à porta da casa, 34e Jesus curou muitos que sofriam de várias doenças. Também expulsou muitos demônios; não permitia, porém, que estes falassem, porque sabiam quem ele era.

Jesus Ora num Lugar Deserto

(Lc 4.42-44)

35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando. 36Simão e seus companheiros foram procurá-lo 37e, ao encontrá-lo, disseram: “Todos estão te procurando!”

38Jesus respondeu: “Vamos para outro lugar, para os povoados vizinhos, para que também lá eu pregue. Foi para isso que eu vim”. 39Então ele percorreu toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demônios.

A Cura de um Leproso

(Mt 8.1-4; Lc 5.12-16)

40Um leproso1.40 O termo grego não se refere somente à lepra, mas também a diversas doenças da pele. aproximou-se dele e suplicou-lhe de joelhos: “Se quiseres, podes purificar-me!”

41Cheio de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Quero. Seja purificado!” 42Imediatamente a lepra o deixou, e ele foi purificado.

43Em seguida Jesus o despediu, com uma severa advertência: 44“Olhe, não conte isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e ofereça pela sua purificação os sacrifícios que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho”. 45Ele, porém, saiu e começou a tornar público o fato, espalhando a notícia. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente em nenhuma cidade, mas ficava fora, em lugares solitários. Todavia, assim mesmo vinha a ele gente de todas as partes.

O Livro

Marcos 1:1-45

João Batista prepara o caminho

(Mt 3.1-12; Lc 3.2-16; Jo 1.19-28)

1Aqui começa a boa nova de Jesus o Cristo, o Filho de Deus.

2No livro escrito pelo profeta Isaías, Deus anunciou a seu respeito:

“Envio o meu mensageiro diante de ti,

para preparar o caminho à tua frente.”1.2 Ml 3.1.

3“Este mensageiro é a voz gritando no deserto:

‘Façam um caminho direito para o Senhor.

Façam-lhe um caminho direito.’ ”1.3 Is 40.3.

4Este mensageiro foi João Batista, que apareceu no deserto a pregar que as pessoas deviam batizar-se, como sinal de se terem arrependido dos seus pecados, a fim de serem perdoadas. 5Gente de Jerusalém e de toda a Judeia ia até aos lugares afastados da Judeia para o ver e ouvir; e, quando confessavam os seus pecados, batizava-os no rio Jordão. 6A roupa dele era feita de pelo de camelo tecido e usava um cinto de cabedal; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 7Este é um exemplo da sua pregação: “Em breve chegará alguém que é muito maior do que eu, tanto assim que nem sou digno de me ajoelhar para lhe descalçar as sandálias. 8Eu batizo-vos com água, mas ele vai batizar-vos com o Espírito Santo.”

O batismo e a tentação de Jesus

(Mt 3.13-17; Lc 3.21-22; Jo 1.32-34)

9Um dia, Jesus veio de Nazaré, na região da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. 10No momento em que saía da água, viu os céus abertos e o Espírito Santo que descia sobre si, na forma de uma pomba. 11E uma voz do céu disse: “Tu és o meu Filho amado, em ti tenho grande prazer.”

Jesus é tentado

(Mt 4.1-11; Lc 4.1-15)

12Logo o Espírito Santo levou Jesus para o deserto. 13Ali, durante quarenta dias, acompanhado pelos animais do deserto, sofreu tentações de Satanás. E os anjos serviam-no.

A chamada dos primeiros discípulos

(Mt 4.12-22; Lc 4.14-15; 5.2-11)

14Mais tarde, depois de João ter sido preso pelo rei Herodes, Jesus foi para a Galileia, a fim de pregar as boas novas de Deus: 15“Chegou finalmente o tempo!”, anunciou ele. “O reino de Deus está próximo! Deixem os vossos pecados e creiam nesta boa nova!”

16Um dia, ia Jesus caminhando ao longo da costa do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, a pescar com uma rede, pois eram pescadores por ofício. 17Jesus chamou-os: “Venham e sigam-me. Farei de vocês pescadores de pessoas!” 18No mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no.

19Avançando um pouco mais, viu na praia os filhos de Zebedeu, Tiago e João, num barco a remendar as redes. 20Chamou-os também e logo o seguiram, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os empregados.

Jesus expulsa demónios e cura doentes

(Mt 8.14-16; Lc 4.31-41)

21Jesus e os companheiros chegaram a Cafarnaum no sábado, foram à sinagoga e ali ensinava. 22As pessoas ficaram admiradas com o seu ensino, pois falava com autoridade, ao contrário dos especialistas na Lei.

23Achava-se ali presente um homem dominado por um espírito impuro, 24que começou a gritar: “Porque nos vens inquietar, Jesus de Nazaré? Vieste destruir-nos? Sei quem és: és o santo Filho de Deus!” 25Jesus, porém, impediu-o de falar. “Cala-te!”, disse ao demónio. “Sai dele!” 26O espírito impuro soltou um grito muito forte e, com uma convulsão violenta, deixou o homem.

27As pessoas ficaram todas tão pasmadas que se puseram a discutir o sucedido. “Que novo ensino será este, apresentado com autoridade?”, perguntavam. “Pois até os espíritos impuros lhe obedecem!” 28A notícia do que ele tinha feito depressa se espalhou por toda a região da Galileia.

29Quando saiu da sinagoga com os discípulos, foram a casa de Simão e André, e Tiago e João estavam com eles. 30A sogra de Simão estava deitada com febre e contaram-no a Jesus; 31e foi levantá-la da cama. Ao pegar-lhe na mão, a febre desapareceu e ela foi servi-lo.

32Ao cair da tarde, à hora do pôr-do-sol, trouxeram a Jesus todos os que sofriam e os possuídos de demónios. 33E toda a população da a cidade se juntou do lado de fora da porta a observar. 34E curou muitos que sofriam de várias doenças e expulsou os demónios. Mas não deixava os demónios falar, pois sabiam quem ele era.

Jesus ora e anuncia a boa nova

(Lc 4.42-44)

35Na manhã seguinte, levantou-se de madrugada e foi sozinho até um lugar deserto para orar. 36Mais tarde, Simão e os outros saíram à sua procura 37e disseram-lhe: “Toda a gente pergunta por ti.”

38Mas ele respondeu: “Devemos seguir também para outras localidades e apresentar ali a minha mensagem, pois foi para isso que vim.” 39Percorria, assim, toda a província da Galileia, pregando nas sinagogas e livrando muitos do poder dos demónios.

A cura dum homem leproso

(Mt 8.2-4; Lc 5.12-16)

40Um leproso chegou-se e ajoelhou-se, rogando-lhe: “Se quiseres, podes curar-me!”

41Então Jesus, cheio de compaixão e estendendo a mão, tocou-lhe e disse: “Sim, quero; sê curado!” 42Logo a lepra o deixou e o homem ficou curado.

43Então Jesus, falando com firmeza, despediu-o: 44“Presta atenção: não digas nada a ninguém. Vai apresentar-te ao sacerdote e leva contigo a oferta que Moisés estabeleceu para a cura, para que lhes sirva de testemunho.”

45Mas o homem começou a gritar pelo caminho a boa notícia de que estava curado. E tão grande foi a multidão que rodeou Jesus que em nenhuma região ou cidade podia entrar discretamente, vendo-se obrigado a ficar de fora, nos sítios isolados, onde de toda a parte vinha gente procurá-lo.